quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Minhas 5 Polêmicas Regras de Finanças para Casais

Como vão Bufunfeiros?

Hoje vou compartilhar uma experiência pessoal que pode ajudar muito as pessoas que são casadas ou estão em união estável.
É para pessoas que possuem dificuldades para tratar do assunto de finanças pessoais com o companheiro(a).

Vamos ao primeiro raciocínio óbvio:

Caso você dois sejam pessoas que gostem desse assunto e tem objetivos de independência financeira, creio que não possuem dificuldades não é? Este é um relacionamento perfeito visto do lado financeiro.
Se as divergências são sobre os tipos de aplicações, prazos e fórmulas de análise, podemos abordar isso em um outro dia.

Hoje vamos tratar daqueles casais típicos em que uma das partes possui consciência financeira e a outra não. Vou mostrar algumas táticas que venho usado e tem dado certo. Só peço que leiam até o final antes de tirar alguma conclusão, pois o assunto é polêmico e controverso.

Existem dois tipos de casais: Os casais que somente um dos companheiros possui renda, e também os casais que ambos possuem renda. Mesmo nos casais que ambos possuem renda, é comum ver diferenças significantes entre uma renda e outra, e também acordos dos mais diferentes quanto à divisão de gastos. Independente disso, o conceito abaixo se aplica em ambos os casos.

A intenção desse post não é propor uma forma para dividir os gastos. Quero refletir em como administrar a formação do patrimônio e carteira de investimentos em um cenário que somente um é alfabetizado financeiramente.

OBS: A partir de agora vou utilizar sempre o termo "companheiro" no gênero masculino, mas entenda que estamos falando de uma mulher ou de um homem, ok?

Apresento abaixo as minhas regras pessoais. Elas podem ser utilizadas, desconsideradas ou modificadas pelos leitores mediante suas convicções pessoais.

Regra número 1
Antes de mais nada você precisa conhecer seu companheiro. Ele gasta por impulso? Em que mais gasta? Qual o padrão de vida a que estava acostumado? Quanto deve ser o seu rendimento? Se vivia com os pais e nunca trabalhou, recebia algum tipo de "mesada"?
São pontos importantíssimos, pois ao começar a vida à dois, é normal que ambos tenham que sair da zona de conforto em várias coisas, e dinheiro é uma das mais traumáticas. Se você não pode proporcionar um padrão maior a que a pessoa estava acostumada, é melhor deixar isso claro (várias vezes) antes de juntarem os trapos. E caso seu companheiro tivesse um padrão de vida bem inferior ao seu, não é prudente proporcionar um aumento repentino nesse padrão. Nós nos acostumamos com o luxo bem rapidamente, portanto deve ser uma transição gradual afim de ajustar à necessidade real do casal.

Regra número 2
Essa é com certeza polêmica, mas é importante. Nunca divulgue o seu real salário/rendimento. Antes de mais nada, estabeleça o valor mensal dos aportes e informe que o valor do seu salário é X, onde X é igual ao salário liquido real menos o aporte mensal. Se a pessoa não perguntar sobre o seu salário, nem é necessário chegar a esse ponto, mas na maioria dos casais esse tema é compartilhado.

Isso significa mentir para seu amado? Não ser confiável? Ser mau caráter? Bem... Podemos refletir que já agimos assim em várias coisas.

A questão aqui é o objetivo desse "ajuste de informação". É para o bem ou mal do seu companheiro? Se você tem um companheiro que não é consciente financeiramente, é bem provável que ele seja igual 99% das pessoas que gastam tudo o que ganham. Pessoas assim geralmente entendem que dinheiro guardado é felicidade não vivida. Então raciocinam eles: Não sei até quando vou viver, portanto estocar felicidade não vivida é uma burrice!

Nós já passamos por essa fase e sabemos que é uma grande falácia, portanto seu companheiro ainda não amadureceu em termos financeiros. Nós também agimos assim com nossos filhos em muitas coisas. Só permitimos o conhecimento em alguns assuntos quando estão maduros e podem lidar com essas informações.

Quando informamos o nosso salário ao companheiro, sempre o fazemos sobre o liquido, que é efetivamente quanto teremos em mãos. Repare que antes disso já há o desconto do INSS que é objetivado na aposentadoria.

O que te impede de ampliar esse valor aplicando de maneira voluntária? E se esse desconto fosse direto na folha de pagamento como um complemento em previdência privada oferecida pela sua empresa? O que te impede de ao invés disso você resolva aplicar no tesouro direto por exemplo?

A verdade é que as pessoas aceitam mais facilmente que o seu salário é aquele que sobra após os descontos "obrigatórios". Portanto é mais fácil uma pessoa aceitar 800 reais por mês de desconto em folha para previdência complementar do que você dizer que todo mês vai aportar 800 reais em ações.

A questão comportamental é parecida com a que os brasileiros estão acostumados desde sempre. É mais fácil pagar o carnê das casas Bahia do que juntar grana todo mês para comprar a vista, mesmo que a primeira opção seja desvantajosa. Quando seu companheiro descobrir que aquele aporte mensal não é "descontado direto" e pode ser deixado para o mês que vem, virá de imediato aquelas propostas "procrastinosas" que sabemos o quanto são maléficas.

Se preferir, no máximo informe que o valor do seu aporte mensal é na verdade um desconto mensal em folha para uma previdência da empresa, que só pode ser resgatado depois de muito tempo.

Regra número 3
Não trate seu companheiro como um ignorante incorrigível. Lembre que a maioria de nós não sabia administrar nossas próprias finanças um dia. Tente introduzir o assunto de maneira leve e descontraída. Não tente em um mesmo dia abordar o assunto explicando desde o rendimento da poupança, até como negociar ações no mercado de opções.

Primeiramente aborde o tema sugerindo colocar em uma planilha os gastos mensais do casal. Diga que é apenas uma sugestão que viu em um blog ou revista. Não crie ainda nenhuma pressão sobre metas ou limites. Nunca deixe claro de início que você é um "expert" das finanças e dos investimentos. Caso seu companheiro descubra, sempre ficará na mente dele que você esterá tentando impor seu modo de viver à ele, e sempre jogará isso na sua cara.

Depois de um tempo de implementado esse registro dos gastos mensais, converse sobre inserir também a renda mensal e comparar a diferença mensal entre os mesmos. Lembre que a renda a que me refiro é aquela sem considerar os aportes, afinal seu companheiro entende que seu salário líquido é esse.

Fique por alguns meses e veja as reações do seu companheiro. Veja se ele se sente confortável ou desconfortável. Ele busca sempre ver esse controle como forma de organizar os gastos a fim de caber no orçamento? É do tipo de pessoa que gosta de gastar sem se preocupar com o limite para tal?

Inicie um diálogo sobre poupança e construção de patrimônio. CUIDADO! Você não pode demonstrar um conhecimento acima da média. Não utilize termos como "aporte" ou "independência financeira". Prefira "juntar" e "poupar". Lembre-se que a impressão é que estão nessa descoberta juntos, caso contrário a pessoa se sentirá intimidada. Busque demonstrar as vantagens de comprar a vista, investir e formar patrimônio. Reflitam juntos sobre o consumismo e a errática necessidade de gratificações imediatas. Lembre sempre de não usar exemplos do seu companheiro pois ele se sentirá criticado. Faça reflexões sobre o mundo e mercado.

Nesse ponto você descobrirá se o seu companheiro está preparado para um passo além ou não.
Caso ele não simpatize com a ideia e prefira ser um proletariado consumista e não formador de patrimônio, respeite a opção dele. Não existe a questão de estar certo ou errado aqui. Isso é uma decisão pessoal.

Como é uma decisão pessoal, você também pode seguir a sua jornada da independência financeira. Acho desnecessário ficar espalhando isso aos quatro cantos, e também desnecessário comentar isso com o seu companheiro. Se já foi observado que esse é um tema que não lhe interessa, por que compartilhar isso? O máximo que vai conseguir é críticas por "fazer diferente de todo mundo". Não faltarão argumentos do tipo: Se isso funcionasse todo mundo seria rico, ou não sei se estarei vivo amanhã.
Caso ele goste das coisas, vamos ao próximo passo

Regra número 4
Aqui vocês iniciarão no mundo dos investimentos. Comece pelo mais básico que é a poupança. Pense que seu companheiro já está saindo da zona de conforto, portanto já iniciar os investimentos em modalidades que ele nem fazia ideia que existiam não é bom.

Fique um tempo na poupança até que em um belo dia você trás uma matéria que mostra que investir na poupança é o pior investimento. Talvez ele traga essa conclusão antes à você! Descubram isso juntos! Que tal um tesouro direto? Repita esse processo passando por vários tipos de investimentos como CDB, FII, LCA, LCI, LC, ações, fundos e etc.

Sempre respeite o tempo de maturação da ideia do seu companheiro. Se você chegou até aqui já é um sortudo, portanto não exija demais! Não fique discutindo preferências de papéis ou opções para aportar. Entenda que cada um tem uma opinião. Portanto você pode preferir renda variável e seu companheiro FII por exemplo. Perceba o quanto você é sortudo e aceite fazer concessões e decidir as coisas como casal.

Lembre que quando iniciarem nessa etapa dos investimentos, você ainda estará aportando "secretamente". Seu salário "oficial" ainda será aquele subtraindo esses aportes. Com isso posto, vocês iniciarão os investimentos juntos com a sobra desse seu salário "oficial". Esse seria um segundo aporte então.

Isso pode gerar uma pressão orçamentária grande, deixando vocês com pouca liberdade financeira. Tenha em mente um valor de "aporte mensal não declarado" um pouco menor do que sua real capacidade. Assim você poderá usar essa reserva para o segundo aporte em casal quando chegar nessa etapa. Não fique tão preocupado com rendimentos e sobre colocar esse segundo aporte na poupança. Lembre-se que isso tem uma finalidade educativa, e grande parte do seu aporte já está "secretamente" nos investimentos que são mais rentáveis.

Regra número 5
Um dia talvez vocês estejam em uma sintonia financeira tão grande que fique inclinado em revelar sobre esses aportes secretos e também seu real salário. Recomendo cautela! Por mais que a sua intenção foi o bem estar e educação financeira do seu companheiro, isso pode não ser entendido dessa forma. Podem surgir vários argumentos como falta de confiança ou traição financeira. Isso pode causar até divórcio! Antes de iniciar essa jornada, você precisa já traçar uma estratégia de conclusão.

Você argumentou lá no início que possuía uma previdência privada? Oba! Parece que a empresa abriu oportunidade para resgate!

Ou talvez:

Nossa! Ganhei uma processo antigo na justiça que nem sabia que iria vencer! Que bom, ganhei uma promoção no emprego por desempenho! Um parente distante faleceu e recebi uma herança!

Enfim, use a criatividade para justificar uma grana que até então estava oculta. Agora seu companheiro tem maturidade de administrar junto com você esse patrimônio, então não faz sentido continuar ocultando.

Mas se o seu companheiro parou lá nas primeiras etapas e não quer saber desse mundo de finanças, recomendo que continue fazendo de maneira secreta. Busque um advogado e mantenha-o atualizado frequentemente sobre seu patrimônio e onde está aplicado. Recomendo também fazer um seguro de vida colocando seu companheiro como beneficiário sem o conhecimento do mesmo.

Quando digo que deve "esconder grana" do seu companheiro não é motivado por egoísmo, pelo contrário. É para o bem dele. Se somente você tem a consciência sobre planejar o futuro e a aposentadoria, saiba que essa responsabilidade já é sua querendo ou não. Faça o que for melhor para o casal, mesmo ele não pensando dessa forma.

Não entrei em questões sobre regime de casamento, mas deve ser considerado. Entendo que uma vez unidos, o pensamento de vocês deve sempre ser em casal ao invés de individual (independente do regime de casamento). Nem por isso não devemos nos preocupar um pouco individualmente.

Se a união não der certo? Se seu companheiro te trai ou apenas queira divórcio por exemplo?

Seria justo (mesmo que legal) seu companheiro sempre ter vivido uma vida de gastança e ainda levar metade do patrimônio que você acumulou? Pense bem em qual regime de casamento vocês escolherão. Eu recomendo fortemente o regime de separação total de bens.

Mesmo na comunhão de bens, ainda há esperanças. A maioria dos divórcios é realizado por meio de conciliação. É tipo um acordo em que as partes decidem entre si o que cada um vai ficar. Você vai querer mesmo que aquela pessoa que te traiu leve metade do seu patrimônio para gastar com outra pessoa? Não é prudente ocultar parte do patrimônio quando é só você que está batalhando para construí-lo enquanto a outra parte só pensa em como consumi-lo? Existem inúmeras formas de blindar seu patrimônio legalmente, portanto estude sobre isso. Pense em patrimônio conjunto enquanto casado, mas pense em uma estratégia de proteção do patrimônio em caso de divórcio. Isso não é um pecado!

Enfim, é bastante reflexão. E são ainda maiores as opiniões sobre esse tema. Por mais que tenha elencado os assuntos como "regras", entenda que são minhas regras pessoais. Elas podem ser utilizadas, desconsideradas ou modificadas pelos leitores mediante suas convicções pessoais.

Espero que tenha colaborado com os leitores na reflexão sobre este tema,

Abraços do Senhor Bufunfa!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Desperdício dos 5%

Olá Amigos do Sr. Bufunfa!

Hoje o post vai parecer meio sovina, mas não é!

Essa reflexão surgiu há algum tempo, antes mesmo de eu criar esse blog. Agora que o Bufunfa chegou, vamos embarcar nessa juntos?

Desde pequeno sempre fui ensinado a cortar o desperdício, de forma que esse é um comportamento comum para mim. Não preciso ficar "sofrendo" para mudar os hábitos. Para mim que tenho uma filosofia contra desperdícios, ver o oposto é quase uma bofetada na cara e uma falta de respeito com a minha "fé". Antes de mais nada, digo que esse meu "modus operandi" não foi gerado por traumas por fome, escassez ou necessidade.

Uma vez vi um filme aparentemente bobo, mas que me identifiquei muito em uma das cenas. Estou falando do filme Avatar. Lembram daquela cena que um animal é abatido e eles fazem uma espécie de prece? Existe um respeito com aquela vida e com os recursos que o mundo nos oferece. Portanto o desperdício para mim é algo "pecaminoso". Não no sentido religioso, mas algo que fere meu código moral e ético.

Algum tempo atrás, comecei a conviver com uma família que vivia em um mundo totalmente novo e assustador para mim. Não era uma família rica, mas também não eram miseráveis.

Deparei-me com desperdícios para todos os lados. Vou dar vários exemplos:
  1. Todos os dias eles fazem almoço para um batalhão, mas jogam quase metade no lixo.
  2. Bebem refrigerante todos os dias e o que sobra vai para o lixo. Caso duas horas depois voltem a beber, abrem outra garrafa.
  3. Usam sabonete e jogam no lixo bem antes de terminar seu uso útil.
  4. Muitas lâmpadas ficam acesas o dia todo
  5. Qualquer recipiente que acumule alguma coisa (creme dental, shampoo, maionese, etc) é jogado diretamente no lixo quando apresentar a mínima dificuldade para extrair o seu conteúdo.
  6. A compra no sacolão sempre é exagerada e semanalmente vai grande quantidade de alimentos para o lixo.
  7. Óleo de cozinha sempre é utilizado em grande quantidade e apenas uma vez. O pior: Vai para o ralo da cozinha.
  8. Usam papel higiênico em uma quantidade absurda! Não sei quantas bundas eles acham que possuem!
  9. Fazem um exagero de café e bebem pouco
  10. Gastam horrores com loteria esportiva.
Além destes exemplos, há muitos outros.

Eu questionei algumas coisas com discrição para não parecer que tratava-se de uma crítica, mas a resposta foi vaga e sem sentido. Algo do tipo: Tem que ser assim, pois o contrário é viver como um mendigo ou miserável.

Logo percebi que eles se sentiam prósperos e felizes justamente pelo fato de desperdiçarem!
Se eles fizessem arroz suficiente para todos comerem bem, era viver como pobre. Era necessário fazer o dobro para jogarem metade no lixo.
Lógico que eles não falaram dessa forma, mas era nítido! Acho que em algum momento da vida eles passaram por alguma privação, e essa é a forma de afastarem-se desta lembrança. O pior é que criaram os filhos nessa realidade, e provavelmente serão adultos que continuarão a viver dessa forma se conseguirem manter o padrão de vida. Caso não consigam, provavelmente se sentirão fracassados ou infelizes, ou demorará muito para a "ficha cair".

Pensando nisso, como sou um bom altista maníaco detalhista, resolvi fazer uma brincadeira com os números. Por alguns meses anotei detalhadamente cada gasto pessoal e calculei a média mensal por item.

Considere que sou uma pessoa muito consciente e econômica. Evito desperdícios e portanto os gastos apresentados podem parecer baixos para muitas pessoas. Mas não são baixos porque me abstenho do que eu gosto. Sou uma pessoa feliz vivendo de maneira simples. Eu busco independência financeira por liberdade, e não por aumento de consumo.

A lista abaixo contempla os itens que eu consumo que são mais propícios ao desperdício. Vamos considerar 5% do total como desperdício? Eu acho essa taxa até bem conservadora... Reparem também que os valores já são baseados em uma vida sem desperdício, pois se vivesse desperdiçando, o gasto mensal seria maior.


Vamos considerar então que você adote uma filosofia de vida sem desperdícios...
Considerando 5% de economia em todos os gastos devido ao corte do desperdício economizo R$ 20,50 por mês. Aplicando esse valor mensalmente com rendimento modesto de 0,8% ao mês, após uma vida consciente, em 30 anos obteria quase 43 mil Reais!

Você se imagina pegando uma sacola com R$ 43 mil e jogando no lixo? É exatamente isso que você faz durante 30 anos quando joga a pasta de dentes fora antes de acabar, deixa as lâmpadas acesas sem necessidade ou sempre faz mais comida do que sempre almoçam.
Não estou dizendo para você torcer e quebrar os dedos para tirar até o último grama do tubo de creme dental. Estou dizendo para evitar de desperdiçar 1/4 do tubo por preguiça!

Agora se 43 mil é uma boa grana, imagina alguém que tem uma vida mais comum? Quando falo comum, refiro-me a uma família com filhos e com um consumo maior. Imagine uma família com gastos de mil reais por mês desperdiçando 5%... Pelos mesmos cálculos acima, após 30 anos teriam quase 105 mil reais.

Não estamos falando de investimentos planejados, ou aportes comuns mensais. Não estamos falando de restringir o padrão de vida hoje para no futuro ter uma boa aposentadoria. Estamos falando em manter o mesmo padrão de vida, mas deixar de jogar as coisas no lixo!
"– você bebe?
– sim
– quanto por dia?
– 3 doses de whisky
– quanto paga pela dose de whisky ?
– cerca de R$10,00
– há quanto tempo você bebe?
– 20 anos
– uma dose de whisky custa R$10,00 e você bebe 3 por dia = R$900,00 por mês = R$10.800,00 por ano, certo?
– correto
– se em um ano você gasta R$10.800,00, sem contar a inflação em 20 anos você gastou R$216.000,00, certo?
– correto
– você sabia que com esse dinheiro aplicado e corrigido com juros compostos durante 20 anos você poderia comprar uma Ferrari?
– você bebe?
– não
– Então cadê a sua Ferrari?"

O texto acima é amplamente louvado e aplaudido por aqueles que vivem uma vida de desperdícios. Há uma tentativa desesperada de justificar os maus hábitos. Assumir o erro é o mesmo que dizer que você vive uma vida irresponsável e é fraco para mudar isso. Ninguém gosta de assumir isso.

Ao perguntar "Cade sua Ferrari?" a conversa é terminada, dando a entender que enquanto ele curtiu a vida, a esposa "certinha" só perdeu tempo na vida. Isso realmente pode ter ocorrido, e ao invés de bebidas ela tenha gastado com sapatos e bolsas. Mas existem mais possibilidade como:

Gastar o dinheiro proporcionando qualidade de vida com viagens ou bens ao invés de patrocinar um vício que faz mal à saúde, ou ajudar na economia mensal afim de criar uma poupança para velhice.

Mas para fazer isso, além de evitar os desperdícios você precisa planejar e ter controle da sua vida e suas finanças. Caso contrário essa sobra irá aos poucos sendo direcionada para outros gastos desnecessários.

Se você tem filhos, provavelmente vai querer pagar uma faculdade para ele não é? Talvez vai querer dar um carro de presente ou pagar a festa de casamento. Quem sabe dar entrada em um imóvel? Já pensou em não poder fazer isso um dia? Já pensou que você poderia se não tivesse jogado centavo por centavo no lixo durante esses 30 anos?

Após essa reflexão, convido a rever os desperdícios na sua vida. Talvez esse valor não faça diferença na sua vida, ou talvez faça. Mas pense também no mundo em que você mora, e no mal uso que fazemos dos recursos. Quantos animais não morrem todos os anos sem necessidade? Só para nos sentirmos mais prósperos quando jogamos uma coxa de frango no lixo? Imagina se fosse o contrário...

Se e quando você mudar, vai colher os resultados. Sua maneira diferente será observada e até criticada. Não desanime! É comum pessoas em busca de crescimento pessoal serem sabatinadas. Sua força de mudança e seu sucesso evidenciam e escancaram a fraqueza das outras pessoas. Elas não querem conhecer uma pessoa que venceu, pois isso prova que elas também conseguem. As pessoas em geral são acomodadas e querem acreditar que as coisas não são possíveis de alcançar, logo estão todos fadados a um fracasso justificável.

Força e siga em frente! Você é um soldado da Finansfera!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Quando um Aporte se Torna Multa

Como vão amigos do Senhor Bufunfa?
Hoje estou profundamente p* da vida! Perdi R$ 950 para o Temer!

Multa de trânsito!

Antes de mais nada, não sou contra a disciplina no trânsito. Tudo precisa ter regras e fiscalização.

Mas uma coisa são regras e outra coisa são as "regras" que existem.

Para começar estava em uma viagem conduzindo meu popular em uma rodovia federal. Essa estrada não era privatizada, portanto devem imaginar que as condições não são boas não é? Era aquele tipo de estrada de uma pista só (Na verdade duas, uma para cada sentido).

Sou uma pessoa com bastante experiência na condução pois a vida me fez viajar muito, seja profissionalmente ou por motivos familiares. Nunca provoquei acidentes, apenas uma vez fui vítima de um, mas graças ao bom reflexo e atenção, consegui minimizar os efeitos para mim e o próprio veículo.

Estava em uma viagem rotineira que geralmente dura 3 horas e meia. Noventa por cento da viagem ocorre nessa estrada de uma única pista, e para piorar, as placas indicam que a velocidade máxima era de 60 Km/h. Também na maior parte do trajeto, a pista é demarcada com faixa dupla que não permite ultrapassagem.

Se eu fosse respeitar 100% dessas regras, minha viagem iria durar de 5 a 6 horas, o que é um absurdo! Não existe motivo lógico para a velocidade da pista ser de 60 Km/h e quase não haver demarcações para ultrapassagem! Nenhum dos motoristas que trafegam nessa estrada respeitam isso! Quando encontramos um que respeita, é justamente o que representa mais perigo de acidentes, pois é uma anomalia dentro de um padrão de comportamento geral que é andar a 90 Km/h em média.

Em uma gigante reta (plana e com total visibilidade), mas com faixa dupla do início ao fim, ultrapassei um caminhão capenga e ridículo que praticamente não andava! Aquele lixo não deveria nem estar mais em circulação de tão velho!
Após a ultrapassagem 100% segura, alguns metros à frente estava entocada a Polícia Rodoviária Federal. Me pararam, fizeram as gracinhas de sempre e aplicaram a multa. E pior de tudo: Filmaram!

Posteriormente eu fui no Google Maps e verifiquei que essa reta tinha 950 metros! Como pode ser ilegal o que eu fiz? Todos estão errados menos eu! O cara do caminhão que não poderia colocar aquela geringonça na estrada, o governo que deixa aquele caminhão trafegar e o órgão que sinalizou aqueles 950 metros com faixa dupla!
Enfim, eu parei e o "caminhão lixão" que deveria estar com todas as lanternas queimadas e exalando uma poluição terrível passou impune! Esse é nosso Brasil!

Somos um povo ignorante que não respeita as regras? Me desculpe, mas o trânsito brasileiro é uma piada! Dá mesmo para viajar respeitando as sinalizações que exemplifiquei acima? Sinceramente não dá!

Sou totalmente a favor de radares de velocidade e tal... Mas precisamos ser coerentes com as velocidades! Moro em uma cidade de mais de 100 mil habitantes e em nenhuma rua é permitido andar acima de 40 Km/h. Isso não é uma piada? Assim é fácil o governo extorquir quando precisa arrecadar. É só parar em um ponto e distribuir multa, afinal andar a menos de 40 Km/h é impraticável!

Desculpe se o post de hoje foi em tom de desabafo, mas infelizmente estou muito injuriado pois 950 reais é um absurdo levando em conta tudo isso. Essa grana daria um bom aporte esse mês, ou uma boa ajuda nas férias de fim de ano!

Obrigado e até mais meus amigos!