quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Como Fazer um Controle Financeiro Pessoal. Fake x Real

Olá amigos e amigas que acompanham o blog!

Hoje o post é para os leitores que ainda não possuem um balanço ou acompanhamento mensal das finanças pessoais, ou ainda estão com dúvidas sobre a maneira certa de fazer isso.

Aqui na blogosfera financeira podemos encontrar vários tipos de fechamentos e balanços diferentes, o que as vezes gera algum questionamento sobre qual seria o método "certo" de fazer.

Ainda que possamos dizer que nem tudo pode ser considerado certo, também te digo que a maneira certa também não é rígida ou engessada. A melhor maneira de montar esse acompanhamento é de maneira customizada, que atenda aos seus objetivos e mostre claramente o caminho para chegar ao destino pretendido.

A primeira coisa a decidir na hora de montar um acompanhamento é:

"Vou acompanhar apenas minha carteira de investimentos ou todo o meu patrimônio?"

Isso é importante, afinal de contas acompanhar somente a carteira de investimentos dá menos trabalho do que acompanhar mensalmente toda a evolução patrimonial.



  • Carteira de Investimentos

Em um acompanhamento da carteira de investimentos, o fluxo de caixa é bem simplificado. Resume-se a contabilizar a entrada (aporte), a saída (resgate), a distribuição das aplicações entre os mais variados investimentos e a mensuração dos rendimentos (ou desvalorizações) obtidos mensalmente.

A carteira de investimento é parte do seu patrimônio pessoal, e a parte mais importante dele. Ela é o núcleo de todo o sistema, pois será a responsável pela sua evolução patrimonial.

Essa é a maneira mais comum na blogosfera financeira, sendo a planilha do AdP a mais usada por ter excelentes funcionalidades e métricas para acompanhamento e simplicidade em sua manutenção.


Essa é a forma "não limitada" de crescimento patrimonial, pois sobre essa carteira renderão juros sobre juros, e não há limite para sua valorização mensal, tudo dependendo do montante dela.

Já a outra forma de evolução patrimonial é a taxa de poupança. Essa taxa é a diferença entre os seus vencimentos (salário) e as despesas. É o que chamamos de economizar. Essa forma é limitada, pois existe um teto para o salário, bem como um mínimo necessário para as despesas.

Veja um exemplo deste controle:


Para quem está começando, a forma mais indicada é controlar mensalmente a carteira de investimentos e a taxa de poupança, pois como já vimos é a parte mais importante do seu patrimônio, e é a que dá menos trabalho. Acredito que 80% do importante está nisso.

A outra forma eu chamo de completa. É contabilizar todo o seu patrimônio e gerir todo o fluxo de caixa.


  • Balanço Patrimonial

Um balanço patrimonial é composto de Ativos, Passivos e Patrimônio Líquido. Vamos entender o que significa cada um desses conceitos?

Ativo: É um termo básico utilizado para expressar os bens, valores, créditos, direitos e assemelhados que, num determinado momento, formam o patrimônio de uma pessoa singular ou coletiva e que são avaliados pelos respectivos custos

Passivo: Corresponde ao saldo das obrigações devidas, enquanto no ativo se representam os bens e direitos. Um exemplo de ativo é uma conta a receber, e passivo seria uma conta a pagar.

Patrimônio Líquido: É a diferença entre ativos e passivos.

O Balanço Patrimonial é um retrato ao final de um período em relação ao seus ativos, passivos e obviamente a diferença entre eles. Geralmente utilizamos o período mensal.

Existe a opção de controlar durante o período todas as despesas e receitas que fazem variar o patrimônio mês a mês, comumente chamado de DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício). Para isto é necessário gerir um fluxo de caixa. É registrar cada transação de entrada, saída e transferência de valores de uma categoria de ativo (ou passivos) para outra. Fazer isso dá mais trabalho.

Mas também é possível apenas atualizar seu balanço com base em saldos bancários, investimentos, bens e etc. Pessoalmente eu chamo esse método de "Inventário Periódico do Patrimônio"

Existe uma grande confusão gerada pelo Robert Kiyosaki em seu livro "Pai Rico, Pai Pobre" quando ele classifica alguns tipos de ativos como passivos (ativos falsos). Segundo o autor, casa própria, carro de uso pessoal, e etc são passivos. A explicação dada é motivada por esses bens "tirarem dinheiro do seu bolso".

Entendo que a intenção do autor era chamar atenção do leitor sobre a necessidade de preocupar-se mais com os ativos "que colocam dinheiro no bolso" ao invés dos que "tiram". Por exemplo: É melhor formar o patrimônio com investimentos em fundos imobiliários (ativo que põe dinheiro no bolso) do que comprando um carro bem caro (ativo que tira dinheiro do bolso).

Alguém pode perguntar: Mas se passivos são contas a pagar, e carro e casa geram contas a pagar, não deveriam ser considerados passivos? Não...

Passivos são só as contas a pagar, e não o bem que originou tal conta. Portanto o seu carro e sua casa são ativos, afinal possuem valor de mercado e podem ser liquidados em dinheiro ou por outro bem.
Não importa o quão líquido seja o ativo. Se ele possui valores, créditos, direitos e assemelhados, ele será um ativo.

Se por exemplo você compra uma guitarra em várias vezes, a guitarra é seu ativo, e as parcelas a pagar dela são seu passivo. Óbvio entender que se a guitarra custa mil e você dividiu em  20 vezes de cem, você tem 1.000 de ativos e 2.000 de passivos.

Porém é importante entender que isso que o Robert Kiyosaki disse é uma explicação informal para facilitar o aprendizado. O problema é que várias pessoas que nunca tiveram contato com contabilidade acreditam realmente que carro, casa e bens em geral são passivos. Não são. Como já vimos, passivo corresponde ao saldo das obrigações devidas, seria uma conta a pagar.

Não existe isso de que ativo é o que coloca dinheiro no bolso, e também não existe isso de ter concepções diferentes do que é um ativo. A Contabilidade é que define o que é um ativo. Não é uma opinião diferente que vai fazer algo totalmente fundamentado e concreto mudar de significado. Respeitar opinião tem haver com coisas abstratas. Não venha me falar que tenho que respeitar a sua opinião de que 1+1=3.

Se formos pegar um balanço de uma empresa, encontraremos vários tipos de ativos diferentes em seu balanço. Como nosso objetivo é um balanço particular do patrimônio, os ativos mais comuns para nosso caso serão:

Caixa: Dinheiro em espécie

Conta Corrente: Precisa explicar? É o que você tem no banco

Investimentos: É o montante que você tem aplicado e que gera renda ou tem como o objetivo a valorização. Aqui entra todo tipo de bem, valores, direitos, etc que não são de uso pessoal. Portanto se você possui um imóvel para locação, ou com objetivo de valorização, deveria ser incluído nessa parte do patrimônio

Bens: São para uso pessoal. Recomendo contabilizar somente bens que possuem mercado desenvolvido. O que seria isso? É sua casa, seu carro, seu barco, sua moto, etc. Todos sabemos da existência do mercado imobiliário, do mercado automotivo, etc. Se quiser contabilizar aqui o seu notebook, sua bicicleta, seu celular e assemelhados não está errado, mas será que é legal? Creio que não. Quando montamos nosso balanço patrimonial queremos bater o olho e saber rápido quais são nossas reais disponibilidades financeiras. Será que esses objetos realmente possuem mercado? E será que conseguirá vendê-los pelo preço que está contabilizando? Por isso é importante atualizar sempre com os valores reais de mercado do seu carro e sua casa. Recomendo até utilizar um valor ligeiramente abaixo por segurança.

FGTS: Aqui está um item polêmico. Alguns não gostam de contabilizar, enquanto outros acham necessário. Realmente isso é uma questão pessoal. Em teoria o FGTS é um Fundo de Investimento com objetivo de amparar o cidadão que ficou desempregado. Por esse motivo é que servidores públicos não tem a necessidade visto a estabilidade que usufruem.
Se é um investimento, por que não contabilizar como investimento? Entendo que mesmo sendo um investimento, ele se diferencia dos demais investimentos pelo fato do rendimento na maioria das vezes ser inferior ao da inflação. Inclusive várias pessoas entraram na justiça em busca dessa compensação e ganharam. Também não temos gestão nenhuma sobre ele, ao contrário dos demais investimentos pessoais. Tudo isso não desclassifica a importância deste contar no balanço patrimonial. É super importante entender que esse dinheiro já é seu. Alguns entendem que ainda não podem ser contabilizados pois são valores não recebidos. Errado. Já foram recebidos, só não estão líquidos para resgate, assim como não estão muitos produtos de renda fixa sem liquidez. Esteja sempre de olho, e busque sempre oportunidades para resgate desse valor, afinal está rendendo menos do que a inflação. As opções são: Utilização para compra de imóvel, para construção, em caso de demissão sem justa causa, em caso de algumas doenças, etc. Não contabilize previamente a multa de 40% que advém de uma demissão. Isso é algo presumido e não concretizado, pode não ocorrer.

Veja o gráfico abaixo. É meu balanço Patrimonial desde o fim de 2014.


Vamos reparar algumas coisas nele?

1) Veja que nos primeiros meses do gráfico eu possuía passivos que estão denominados no gráfico como Dívidas. Por esse motivo a linha pontilhada preta correspondente ao Patrimônio Líquido nos primeiros meses estava abaixo do total de ativos, afinal: Patrimônio Líquido = Ativos - Passivos

2) Vejam que a coluna roxa representa o FGTS (que muitos odeiam contabilizar). Vejam que entre fev/16 e mar/16 e também entre jan/17 e fev/17 ele reduziu na mesma proporção que aumentou a coluna verde dos bens. Isso deve-se ao fato da utilização do saldo para pagar o imóvel. Repare que uma vez transferido o saldo do FGTS para a coluna bens, essa grana não está mais presa. Agora imagine que não fosse contabilizado o FGTS em meu balanço... Nos meses mencionados acima teríamos umas subidas abruptas do patrimônio! Não acho isso legal. O ideal é visualizar a evolução patrimonial de maneira fluida, pois assim é bem mais fácil fazer projeções e planos.

Outro ponto importante a destacar é: Essa é a composição ideal para formação de um patrimônio? O foco não deve ser os investimentos? Sim, concordo com você.

O que é você prefere?

A) Um patrimônio de 200 mil composto de 10 mil em investimentos

B) Um patrimônio de 100 mil composto de 80 mil em investimentos

Eu prefiro a opção A, afinal posso liquidar o patrimônio a "hora que quiser" e aportar em investimentos a quantia que desejar.

Por que pessoalmente mantenho grande parte do patrimônio em Bens?

Para resgatar o valor do FGTS. Agora com o imóvel já quitado, meu objetivo é comprar um terreno com a venda do imóvel e usar o FGTS para a construção de uma casa. Deixar grana parada em FGTS é furada! Sem falar que comprar imóveis na planta e/ou construir e vender são ótimas fontes para aumento do patrimônio.


  • Pontos Interessantes

Outra questão muito interessante é a eterna discussão entre imóvel de renda x imóvel de uso particular. Alguns defendem que só pode contabilizar imóvel de renda.

Como já vimos, isso depende. Você quer contabilizar só seus investimentos ou todo o patrimônio? Qual seu foco de controle? Se quer contabilizar só seus investimentos, realmente não deve contabilizar o imóvel para uso próprio.

Proponho uma questão interessante:

1) João tem um patrimônio de 200 mil. Ele possui 20 mil em investimentos e 180 mil em uma casa que aluga para gerar renda.

2) Pedro possui um patrimônio de 200 mil também. Ele possui 20 mil em investimentos e uma casa avaliada em 180 mil para uso próprio.

Pedro não paga aluguel pois tem uma casa própria. Se quisesse colocar sua casa para alugar, conseguiria mensalmente 700 reais. Mas teria que pagar aluguel ou morar com a mamãe...

Já João paga mensalmente um aluguel de 700 reais, afinal sua casa está sendo usada para gerar renda...

Qual a diferença? Nenhuma! Mas há quem diga que João é inteligente pois não possui casa para uso pessoal. Já Pedro é um mané por formar seu patrimônio em bens que não "geram renda".

E se considerarmos que Pedro paga aluguel para si mesmo no valor de 700 reais? Não dá no mesmo?

Acha absurda minha colocação? Saiba que é exatamente assim que é contabilizado o PIB do Brasil e demais países. Veja que isso já foi comentado no post O PIB e suas loucuras.


  • Conclusão
A contabilização do patrimônio é algo pessoal. Isso significa que tem que estar adequado à sua realidade e seus objetivos. É preciso ser honesto desde o princípio em relação ao seu compromisso em gerir o mesmo. Se não possuir tempo, ou até mesmo não for algo agradável de se fazer na sua opinião, um controle mais simples e enxuto é o adequado. Já se você for uma pessoa mais detalhista, uma gestão mais prolixa é o ideal. Importante frisar que o segredo para o sucesso na gestão pessoal do patrimônio não é a ferramenta de controle usada para tal. O sucesso vem da persistência, educação financeira, controle emocional, batalhar por melhores oportunidades, etc. A ferramente de controle financeiro "só" é algo que te trará uma clareza eficaz sobre sua atual condição financeira. E como já é super conhecido aquele provérbio, se você não sabe onde está ou para onde vai, qualquer lugar serve.

Abraços do Senhor Bufunfa

38 comentários:

  1. Particularmente prefiro os ativos geradores de renda na fase de acumulação de capital. Então se fosse pra comprar imóvel, seria pra alugar.

    Mas prefiro mesmo aplicações.

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    1. Eu também prefiro, mas uso muito esses investimentos financeiros para acumular um valor suficiente para investir em coisas que dão mais retorno (geralmente fora dos produtos financeiros)

      Abraços

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  2. Deixar grana em FGTS é furada sim. Mas tudo depende da grana, tem que ter muito dinheiro em fgts pra construir uma casa.

    Tem que fingir que ganhou a conta e trabalhar uns meses sem carteira, depois readmite de novo. Inteligente é quem faz isso.

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    1. A intenção não foi dizer que deve-se construir a casa só com FGTS, mas usar esse valor para complementar o valor necessário para tal. Em relação a ficar sem carteira assinada por um tempo para resgatar o FGTS, é uma prática comum principalmente para quem trabalha no comércio (não se restringindo a esse grupo de pessoas), mas quem trabalha em áreas em que se constrói carreira é mais complicado.

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  3. Tenho imóvel próprio e um alugado.
    No prédio onde moro o aluguel é em torno de 3000. Ou seja, deixo de pagar 3000 reais de aluguel por mês, visto que se eu quisesse morar neste prédio, teria que desembolsar 3000 mensais (obviamente).
    Já o que alugo, recebo 1200 líquido de aluguel.
    Não tenho dúvida alguma de qual me dá mais retorno.
    Abraço!

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    1. Bom dia! Há de considerar também o valor de mercado do seu imóvel que aluga e do imóvel do terceiro que você mora.

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  4. Excelente post meu caro! Muito bem detalhado!

    Sobre FGTS, enquanto lia me veio a mente que na declaração de ir não o declaramos. Tem ideia do porque?

    Abraço!

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    1. Inglês, é declarado quando é sacado..

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    2. Lembrando que informamos para a Receita Federal que sacamos, mas não pagamos imposto de renda sobre ele, pois faz parte dos RENDIMENTOS ISENTOS E NÃO TRIBUTÁVEIS.

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  5. Bufunfa, perfeito. Não tenho nenhum comentário ou ressalva.

    Inclusive, acho que vou começar a fazer um DRE dos meus fechamentos hehehe
    O Finanças Cotidianas tem um pensamento parecido também.

    Abraços

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    1. Dá um trabalhinho fazer o DRE e controlar cada movimento hein! Boa sorte! kkk

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  6. Bom dia, Bufunfa.

    Parabéns, post bem didático. De fato que ter tudo sob controle traz uma boa sensação de organização e conhecimento da sua situação financeira.

    Sobre FGTS e Imóveis, acho que o livro Pai Rico Pai Pobre (que eu acho excelente, por sinal) acabou criando uma leve confusão entre Patrimônio (conjunto de bens, direitos e obrigações) e Ativos para geração de renda. Quem os contabiliza tem um retorno sobre ativos menor (visto que a rentabilidade/yield de ambos é inexistente ou baixissima no caso do FGTS), o que não os exclui da classificação de bens (Imóveis) e direitos (FGTS) da contabilidade.

    Mais uma vez, parabéns pela sua didática e tratamento nos textos evitando polemizar temas complexos.

    Abraço,
    Ceariba

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    1. Valeu camarada, abraços! O ideal é calcular o yield com base nos rendimentos dos investimentos em relação ao valor alocado no ativo como Investimentos. Pelo menos é assim que eu faço. Abraços.

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  7. Olá SB,

    Parabéns pelo post. Eu não contabilizo FGTS, terrenos e nem previdência complementar (dinheiro retido). Mas isso é de cada um.
    Para mim se só tem uma casa que mora não conta como investimento. Tem que liquidá-la primeiro.

    Abraços.

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    1. Pelo que percebi o que você faz é uma gestão da carteira de investimentos e não de todo o patrimônio. Nesse caso a casa própria para moradia realmente não entra na categoria de investimentos. Mas acredito que para considerar a casa não basta só liquidá-la, tem que alocar o capital em algum investimento para classificá-lo como tal, Abraços.

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  8. Eu faço duas contabilidades separadas. Uma somente de investimentos em dinheiro (ações, tesouro direto, fundos, cdbs, criptomoedas, etc), calculando a rentabilidade mensal pela planilha do ADP.
    E anualmente faço um balanço patrimonial, daí considerando FGTS, imóveis, veículos, outros bens (floresta de pinnus por exemplo)..., participações em empresas...
    Mas o post resumo tudo, fazer conforme seu objetivo, facilidade de controle, de uso e que sirva para lhe fornecer as informações que lhe interessam para obter seus objetivos.

    Abraços,

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    1. Sim, é importante isso. Também faço dessa forma. O controle dos investimentos é mais constante e demanda atenção. Tenho uma planilha específica dos investimentos e com muitos detalhes. Na planilha geral do balanço patrimonial também entram os investimentos, porém de maneira mais resumida.

      Abraços.

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  9. Bom caro bff, seu objetivo após pagar o financiamento imobiliário será vende'lo e comprar um terreno? Não entendi muito bem essa parte, no demais parabéns pelo controle patrimonial.

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    1. Minha casa já está quitada, então não tenho mais financiamento.
      Estou acumulando grana para comprar um terreno e construir uma casa.
      Para tal, contarei com a grana que farei com a venda da casa atual, saldo do FGTS, e saldo de alguns investimentos que tem liquidez.
      Com a casa nova já pronta, colocarei a venda para lucrar.
      Minha idéia não é ter casa própria, apenas passei por essa fase para tirar o saldo do FGTS.
      Também tem q se considerar que comprei a casa atual "na planta", portanto o total que já paguei nele é menos do que vale hoje.

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  10. Eu sou técnico em contabilidade, então defino como ativo tudo aquilo sobre o qual tenho direito e posso utilizá-lo da forma que eu quiser. Mantenho uma planilha onde tenho meu balanço patrimonial que fecho mensalmente,avalio o patrimonio como um todo, usei a planilha do Adp mas não me achei para ver os investimentos,atualmente uso uma que consegui no blog do Surfista-Ele não surfa nada, consolidando elas em outra e vinculadas ao balanço patrimonial.
    Considero o FGTS como um investimento mas deixo alocado no ativo não circulante, e alguns meses atras olhando os graficos comparando a planilha do FGTS com as planilhas dos meus outros investimentos, vi e compreendi ainda mais uma das máximas do Bastter, taxa não ganha de aporte e tempo, o grafico do FGTS é uma beleza só vai para cima, ainda que devagar mas todo mes tem um rendimento e um aporte lá, já os outros oscilam "por que a gente fica na pista procurando um par melhor e quando vê o baile acabou, ou a musica que você melhor sabia dançar passou!".
    Cuido do fluxo de caixa usando app minhas economias, isto tudo eu apliquei com mais afinco e foco a partir de 2015, equilibrando os aportes, os gastos com lazer(porque se divertir é uma forma boa de viver) e as responsabilidades (pensão alimenticia todo mes, pagas pontualmente). Toda compra de um bem é extremamente analisada, inclusive avaliando os beneficios numa especie de fluxo de caixa descontado, fora que cada bem tem um custo de tempo que você precisa alocar mas nesse caso já fica mais subjetivo a mensuração, por exemplo comprei uma bike, para economizar pois ia aos treinos de hapkido de carro (8 km/lt) 2 x na semana, 2 lt de combustivel por semana, compensou porque consegui agregar o deslocamento com uma atividade fisica alternativa, agora se fosse apenas para ter, ou para lazer sem chances, pois honestamente não tenho tempo para se dedicar a pedalar.
    ótimo post!

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    1. Vejo que vc tem uma abordagem bem formal em relação ao controle pessoal das finanças, parabéns!

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  11. Olá amigo, boa tarde!
    Acompanho o seu blog a um bom tempo e agradeço pelo conteúdo de qualidade que você sempre publica.
    Sou um empregado de uma empresa privada e minha renda liquida mensal é de R$ 5.000,00 e geralmente consigo aportar por volta de R$ 2.000,00
    Possuo atualmente investido em torno de R$ 600 mil, sendo R$ 250 mil no tesouro direto e R$ 350mil em um CDB que me remunera com 99% do CDI em um grande banco.
    Com essa redução na taxa SELIC os ganhos estão cada vez mais reduzidos e estou analisando fazer movimentação deste capital, sei que você não é consultor financeiro e até mesmo por que eu monto a minha linha de raciocínio onde investir, não levando em consideração a consultoria dos gerentes/analistas dos bancos e corretoras, pois eles querem vender produtos que seja rentável para sua instituição.
    Tem algumas variáveis que observo:
    • AÇÕES: Fazer compra de ações o mercado está eufórico, aqui na minha empresa as pessoas só falam nisso e tem muita gente comprando, teve uma que vendeu o carro e comprou tudo em ações, acho que é o efeito manada, logo deve ter uma paulada forte, e além do mais os preços estão muitos altos.

    • CRIPTOMOEDA: Não sou corajoso para entrar nesse ramo

    • RENDA FIXA: Tem a segurança porém cada vez menor a taxa de juros
    Em um ano eleitoral tudo pode acontecer dependendo de quem ganhar as eleições.
    Na sua opinião você acha interessante eu manter as minhas posição atuais, até por que mesmo tem a tabela de imposto de renda progressiva e já estou na menor alíquota (e de certa forma estou capitalizado se precisar vender a qualquer momento não pagarei mais imposto de renda do 15%), porém se eu fazer um novo investimento em CDB ai fico no topo da tabela .
    Seria melhor diversificar em FII, também comprar um pouco de ações?
    Muito grato pela sua opinião

    Grande Abraço

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    1. Camarada, obrigado pelo detalhamento da questão. Será que sou a pessoa mais indicada para falar de algo assim? Veja que vc possui 600k de investimentos, e eu estou chegando aos 15k. Aqui na comunidade existem inúmeros companheiros com uma realidade mais próxima a sua. Seria interessante ver o que eles tem a falar também. Pessoalmente se caísse 600k no meu colo agora, não compraria cripto de forma alguma pois não acredito nisso. Ações eu gosto, mas acho que está muito valorizado e acredito que virá uma correção. FIIs eu não acompanho de perto ainda pois não chegou o momento de aportar nessa categoria para mim. Em relação à renda fixa eu escolheria não somente liquidez diária, ao contrário. A maior parte seria em títulos que estarão líquidos após no mínimo 2 anos que possuem rendimento um pouco maior. Eu atentaria também para o fato de estar sempre dentro da garantia do FGC.
      Lembro que isso é o que eu faria no meu caso e não é um conselho ou dica. Como vc mesmo disse não sou consultou financeiro e nem tenho capacidade ou experiência para tal. Abraços.

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  12. òtimo post.. muito bem explicado e fundamentado !!

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  13. Perfeito, Bufunfa. Uma pequena aula de contabilidade.

    Eu só contabilizo a carteira de investimentos, mas nada contra quem faz o balanço patrimonial com todos os ativos.

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  14. Post muito bom Senhor bufunfa, estou pensando em colocar meu FGTS e meu apt na contabilidade também.
    Um abraço meu amigo !!

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    1. Obrigado ISN. Boa sorte aí nas contabilidades pessoais

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  15. ótimo post! Parabéns e obrigado por compartilhar o conhecimento.

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  16. Bom dia!
    Parabéns pelo post, ótimas dicas.

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  17. Nao acho certo considerar FGTS como investimento principalmente por render menos que poupança e estar preso sem podr acesssar

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    1. Verdade, tb acho que deve ser contabilizado à parte, separado dos investimentos.

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  18. Três coisas que eu evito na vida:
    -Dívidas
    - Dinheiro parado no FGTS
    - Imóvel próprio

    Ótimo artigo!

    Sr. IF365

    Blog IF365 | INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA & APOSENTADORIA ANTECIPADA
    https://srif365.wixsite.com/if365

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